Premiação

Prêmio Innovare: Confira os vencedores da 22ª edição

Prêmio Innovare: Confira os vencedores da 22ª edição

O Prêmio Innovare anunciou no dia 03 de dezembro as práticas ganhadoras do troféu e as homenageadas de sua 22ª edição, de 2025. Este ano, nove estados concorreram na fase final.

As práticas premiadas foram escolhidas pela Comissão Julgadora do Innovare entre as 702 iniciativas deferidas para participação nesta 22ª. edição. Todas elas passaram pela avaliação da Coordenação do Prêmio e foram visitadas pelos consultores Innovare e DataFolha, para, em seguida, serem analisadas pelos membros da Comissão Julgadora.

As boas práticas criadas e implementadas por profissionais da área jurídica abordam temas variados, como inclusão, acordos multilaterais para repactuação de dívidas, combate à violência extrema e o discurso de ódio contra crianças, adolescentes e idosos, educação sobre direitos jurídicos para mulheres, proteção dos direitos de recém-nascidos e estímulo ao transplante de órgãos.

A cerimônia foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do Prêmio Innovare no YouTube.

Ministério Público

Premiada Categoria Ministério Público

Precisamos falar de violência extrema: o projeto do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)

Porto Alegre (RS)

Responsáveis: Procurador de justiça Fábio Costa Pereira e promotor de justiça Márcio Abreu Ferreira da Cunha.

Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS)

A iniciativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) focada na proteção de crianças, adolescentes e idosos contra a violência extrema e o discurso de ódio. O projeto, também conhecido como Sin@is, visa prevenir atos de violência através do monitoramento contínuo de plataformas digitais e redes sociais, além de empregar uma abordagem multidisciplinar de apoio e intervenção, com destaque para a atuação do Ministério Público como órgão articulador. A prática foi criada em resposta ao aumento da violência e à radicalização juvenil impulsionada pela internet.

Homenageada Categoria Ministério Público

Comida é Direito: O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena e a luta pelo bem viver na Terra Indígena Sororó

Marabá (PA)

Responsáveis: Promotores de Justiça Josélia Leontina de Barros Lopes, Alexssandra Muniz Mardegan e Erick Ricardo de Souza Fernandes.

Ministério Público do Estado do Pará (MPPA)

O programa visa garantir a segurança alimentar e nutricional para a comunidade indígena Aikewara, que enfrenta dificuldades financeiras para comprar alimentos. A solução proposta foi a implementação do PAA Indígena, permitindo a venda direta de produtos da comunidade para o governo e fornecendo merenda escolar reforçada. O texto detalha os resultados e benefícios obtidos, como a promoção da alimentação saudável e a geração de renda. A prática fortalece a autonomia econômica e o protagonismo indígena.

 

Premiada Categoria Justiça e Cidadania

Programa TransplantAR: a aviação privada a serviço da sociedade com a finalidade de realizar a captação de órgãos humanos para fim de transplantes

São Paulo (SP)

Responsáveis: Médico Ronaldo Honorato Barros dos Santos, promotor de justiça Eudes Quintino de Oliveira Junior e o piloto de avião Francisco de Assis Souza Campos Lyra

Em uma parceria, o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, e o Instituto do Coração (InCor) - Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) unem forças para agilizar o processo de resgate e transplante de órgãos na cidade. O Programa conclama proprietários de aeronaves privadas, que estão à disposição de seus operadores, para cada um doar um voo por mês, suplementando logística de captação e transporte de equipes médicas e órgãos para transplante.

 

Conheça as demais práticas ganhadoras dos troféus e as homenageadas:

 

Vencedora Prêmio Destaque – Tema: Tecnologia e eficiência na Justiça

Conexão Familiar – Visitas Virtuais Mulher

São Paulo (SP)

Responsáveis: Carolina Passos Branquinho Maracajá, Calleb Henrique Almeida Leite

Secretaria da Administração Penitenciária SP

O Projeto Conexão Familiar é uma iniciativa da Polícia Penal, através da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania do Estado de São Paulo, que possibilita a comunicação virtual entre pessoas privadas de liberdade e seus familiares. O projeto foi implantado inicialmente durante a pandemia de COVID-19 e, devido ao seu sucesso, foi institucionalizado como política permanente, com ampliação para Hospitais de Custódia e Estabelecimentos Penais Femininos.

 

Vencedora Categoria CNJ – Tema: Equidade Racial

Curso de Acesso Afirmativo à Carreira da Magistratura

Guaporé (RS)

Responsáveis: Juízas Flávia Marciano Monteiro e Patrícia Antunes Laydner

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS)

O "Curso de Acesso Afirmativo Racial à Carreira da Magistratura" oferecido em parceria com a Escola da AJURIS proporciona preparação completa e gratuita para candidatos(as) negros(as) e indígenas em concursos da magistratura. Utilizando uma plataforma de EaD, o curso engloba ensino jurídico, suporte emocional e mentorias com magistrados(as) experientes, visando não apenas preparar academicamente, mas também fortalecer os(as) candidatos(as) frente às adversidades do processo seletivo.

 

Premiada Categoria Tribunal

Acordo de Repactuação de Mariana

Belo Horizonte (MG)

Responsáveis: Desembargadores Ricardo Machado Rabelo, Vallisney de Souza Oliveira (presidente do TRF-6); e servidora Renata Lúcia Pimenta.

Tribunal Regional Federal 6a. Região

A prática promove acordo multilateral e interfederativo firmado por entidades do poder público e empresas com o objetivo de solucionar definitivamente os danos do rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (MG), ocorrido em 05 de novembro de 2015. O objetivo é de evitar a contínua judicialização e litigiosidade do processo de reparação. Nas palavras do ministro Luís Roberto Barroso, o novo

acordo é o maior de "natureza ambiental já ocorrido em toda a história dos acidentes ambientais” e garantiu a resolução adequada do conflito pelo Poder Judiciário brasileiro.

Premiada Categoria Juiz

Projeto Escritores do Cárcere

Natal (RN)

Responsáveis: Juiz Fábio Wellington Ataíde Alves e servidora Guiomar Veras de Oliveira

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte

A iniciativa do Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte promove a escrita como ferramenta de transformação pessoal e social no sistema prisional. Utilizando a metodologia da escrevivência, o projeto estimula pessoas privadas de liberdade a escreverem sobre suas vivências, conflitos e trajetórias, produzindo livros e cartas que ressignificam suas experiências. O projeto já foi responsável pelo acompanhamento de mais de dez obras, algumas delas publicadas. Ele é responsável pela historiografia do sistema prisional do RN desde 2012, com a contação de história dos sistema.

 

Premiada Categoria Defensoria Pública

Defensoras populares

Fortaleza (CE)

Responsáveis: Defensoras públicas Amelia Soares da Rocha, Sâmia Costa Farias (defensora pública geral) e professora Violeta Maria de Siqueira Holanda

Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE)

A prática Defensoras Populares enfrenta o analfabetismo jurídico estrutural, socialmente produzido pelo racismo, pela desigualdade, pela marginalização dos territórios populares, formando lideranças comunitárias como verdadeiras

agentes da justiça nos seus territórios. Em três núcleos regionais, Fortaleza, Cariri e Sobral, com 16 cidades, 100 mulheres foram selecionadas receber informações sobre o funcionamento do sistema de justiça e colaborar com relatos sobre as vulnerabilidades emergentes dos territórios.

 

Premiada Categoria Advocacia

Projeto Procurando Saber

São Paulo (SP)

Responsáveis: Procuradora-Geral do Estado de SP Inês Maria Coimbra, assessoras técnicas Laís Rocha Portilho, Lais de Brito Martins, Julia Carvalho Junqueira e Beatriz Moraes Santos; e procuradoras de Estado Suzane Ramos Rosa e Mariana Beatriz Tadeu de Oliveira.

Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo

O Projeto Procurando Saber promove o encontro direto entre procuradores e estudantes da rede pública, em uma proposta dialógica e replicável. A linguagem simples, os jogos e as dinâmicas estimulam o pensamento crítico e aproximam os jovens do funcionamento do sistema de justiça. A troca é transformadora: o estudante amplia seu repertório e passa a enxergar possibilidades de participação e questionamento; enquanto o procurador desenvolve maior sensibilidade social e compreensão dos impactos concretos das políticas públicas.

 

Homenageada Categoria Tribunal

Projeto Colmeia

Porto Alegre (RS)

Responsáveis: Desembargador Alberto Delgado Neto (presidente do TJRS), juiz corregedor Luís Antônio de Abreu Johnson e coordenadora da Correição Carine Caus Caon.

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS)

O Projeto Colmeia proporciona vagas de estágio para adolescentes e jovens em situação de acolhimento, de forma a contribuir para a sua qualificação profissional e desenvolvimento da autonomia para a vida adulta. Desde que foi implementado, o projeto Colmeia já contou com a contratação de 86 adolescentes acolhidos por todo o estado do Rio Grande do Sul.

 

Homenageada Categoria Juiz

A Praça de Justiça e Cidadania em Alcântara: Uma Solução Multi-Institucional para o Caso “Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil”

Alcântara (MA)

Responsáveis: Ministro Carlos Augusto Pires Brandão, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho e juiz Hugo Leonardo Abas Frazão

Tribunal Regional Federal 1ª. Região e Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA)

A prática "Praça da Justiça e Cidadania em Alcântara" visa resolver o conflito fundiário secular e as graves violações de direitos humanos das 152 comunidades quilombolas do Maranhão, agravadas pela instalação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Seu objetivo primordial é antecipar a condenação internacional do Brasil (Corte IDH/2025) e efetivar a titulação das terras tradicionalmente ocupadas. A eficiência reside na reconfiguração da atuação judicial, que assume um papel proativo e de catalisador de políticas públicas intersetoriais. Utilizando uma governança multi-institucional e metodologia bifásica (saneamento jurídico-fundiário e titulação), a prática conseguiu unificar 37 ações, garantir a transferência de matrículas para a União com destinação quilombola, e promover a reparação integral e a cidadania, transformando um passivo histórico em um paradigma de justiça restaurativa e preventiva.

 

Homenageada Categoria Defensoria Pública

Acolher Para Transformar: Justiça desde o Berço – Defensoria Pública no Berçário

Cuiabá (MT)

Responsáveis: Defensoras públicas Maria Luziane Ribeiro de Castro e Elianeth Glaucia de Oliveira Nazário

Defensoria Pública do Estado do Mato Grosso (DPMT)

A prática assegura que mães e famílias em situação de vulnerabilidade social recebam orientação e assistência jurídica imediata nos primeiros dias de vida do recém-nascido. A presença quinzenal da Defensoria Pública no Hospital Santa Helena oferece acolhimento humanizado, esclarecimento de direitos, conciliação e regularização documental, atuando na linha de frente em temas como reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia, guarda e direitos do consumidor.

 

Homenageada Categoria Advocacia

Painel Nacional de Medicamentos de Alto Custo

Estado: Brasília (DF)

Responsáveis: Cristiane Souza Fernandes Curto e Lívia Correia de Oliveira Cavalcanti Cunha, advogadas da União e Valmir Rogério da Silva, estatístico e coordenador Nacional de Soluções Tecnológicas da PGU/AGU

Advocacia-Geral da União

A Procuradoria-Geral da União coordenou a implantação de um painel nacional de saúde que mapeia os medicamentos mais caros existentes e que mais motivam abertura de queixas na justiça. O painel permite que a União se manifeste de modo mais instruído dos autos dos processos judiciais sobre a temática, fornecendo uma visão mais completa do cenário nacional de judicialização dos medicamentos de alto custo e de seu impacto no sistema único de saúde.

 

Homenageada Categoria Justiça e Cidadania

Litigância Estratégica em Direitos Humanos

São Paulo (SP)

Responsáveis: Gabriel de Carvalho Sampaio

Conectas Direitos Humanos

A Conectas Direitos Humanos atua com litigância estratégica voltada à defesa e promoção dos direitos humanos, especialmente de populações vulneráveis, utilizando o sistema de justiça como ferramenta para afirmar direitos fundamentais, barrar violações e gerar precedentes com impacto estrutural. A prática atua em instâncias diversas e promove formações em litigância estratégica em diversas regiões, fortalecendo redes e parcerias com movimentos sociais e comunidades diretamente afetadas, assegurando legitimidade social e impacto real na vida das pessoas atendidas.

 

Todas as práticas deferidas para participação serão incluídas, no primeiro semestre de 2026, no Banco de Práticas do site www.premioinnnovare.com.br.

 

Sobre o Prêmio Innovare

O Prêmio Innovare é uma premiação anual criada pelo Instituto Innovare que reconhece e divulga práticas inovadoras e transformadoras do sistema de justiça brasileiro. 

É uma construção coletiva, formada por quase 300 boas práticas destacadas em mais de 20 anos. Um movimento capaz de promover mudanças do sistema, por meio de iniciativas levadas adiante pelos próprios membros da Justiça. São magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, advogados e pessoas da sociedade civil que buscam caminhos criativos para encontrar soluções simples e melhorar a prestação jurisdicional.

O objetivo é de eliminar gargalos, reduzir burocracia, simplificar procedimentos e tornar suas atividades cotidianas eficientes e mais gratificantes.

A premiação existe desde 2004 para revelar e divulgar as boas práticas da Justiça brasileira.

O Prêmio Innovare é uma realização do Instituto Innovare, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Advocacia Geral da União, de associações jurídicas e conselhos de justiça do país e tem o apoio do Grupo Globo.

São parceiros da premiação o Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional de Justiça, a Advocacia Geral da União (AGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional das Magistradas e Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

 

Com informações e fotos do Innovare